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20 June 2009 @ 01:18 pm

Nós, da equipe anota, conseguimos um entrevista com a Jornalista da Rede Record, Thaís Furlan. Mas deixemos que ela mesmo nos conte mais um pouquinho da sua vida..

1. Nome, idade e profissão.
Thais Furlan Rodrigues, 30 anos, trabalho como jornalista há 9.
 

2. Qual é exatamente a área em qual vc trabalha dentro do Jornalismo?  
Sou repórter de televisão, trabalho no Jornal da Record. Na próxima semana embarco pra Inglaterra. Vou ser a nova correspondennte da Rede Record em Londres.

 
3. Por que escolheu o jornalismo como profissão? Quais as influências, positivas ou negativas, que te impulsionaram para o mundo da comunicação? 
Minha primeira escolha não foi o jornalismo. Primeiro me formei em Publicidade, Propaganda e Marketing pela Universidade Mackenzie.No quinto semestre de curso fui estagiar na TV Mackenzie, não na área de jornalismo. Mas no primeiro dia de trabalho vi que queria aquilo pro resto da vida. Comecei a vasculhar tudo, todas as áreas . Fui assistente de estúdio, de câmera, operadora de tp, produtora, repórter, apresentadora.... Lá aprendi demais.
Continuei a faculdade de Publicidade , o estágio na TV , e no período que sobrava frequentava um cursinho pré-vestibular pra tentar a faculdade de Jornalismo.
Passei em joralismo e durante um tempo fiz as duas faculdades.Tenho os dois diplomas em casa,mas nunca trabalhei com Publicidade.

 
4. De todas as matérias já produzidas por você, qual mais gostou?  
É difícil escolher uma .... São várias que me tocaram, cada uma com importância diferente, mas todas especiais.
Posso citar aqui a mais marcante: a matéria que fiz no dia da posse de Barack Obama.
Agora a reportagem que mais me tocou foi sobre um rapaz surdo-mudo, morador de rua, que havia sido preso e não podia ser liberado da cadeia apenas porque não possuia documentos.
Ele havia sido preso acusado de tentativa de furto, crime que não prevê detenção para réu primário.
Acompanhei o drama do rapaz durante 7 dias. Com as matérias veiculadas conseguimos encontrar a família dele , que estava no interior de São Paulo e já não via o rapaz há 20 anos.
Ele havia fugido de casa ao 7 anos de idade . Foi vítima de maus tratos da madrasta.
Durante meu trabalho de investigação consegui gravar uma entrevista com uma testemunha que afirmou que o rapaz não era culpado de crime algum.
Veiculamos a entrevista, que foi anexada ao processo e , mais tarde, foi peça chave pra absolvição do rapaz.
Quado vi o reencontro com a família , a saída da cela, eu me emocinei bastante.
 

5. Sabemos que todas as profissões são feitas de altos e baixos. Qual foi a sua maior frustração dentro do jornalismo? 
Ainda não tive.

 
6. Um jornalista precisa ser imparcial diante de suas reportagens. Você acha mesmo que existe a imparcialidade tanto dos jornalistas quanto dos jornais atualmente? 
 
Uma matéria de qualidade tem que ser imparcial. Não há boa reportagem sem imparcilaidade.
Tenho isso como premissa pra qualquer pauta. Mais do que uma postura na profissão, pra mim isso é questão de ética e caráter.
Pra mim sempre deu certo. Nunca fui pressionada a agir de forma contrária.E isso me deixa em paz.
Mas é muito triste observar como alguns veículos, como todos sabem , estão completamente contaminados.

 
7. Como foi 'participar' da entrada de Obama no governo americano?
Foi simplesmente espetacular. Fui pros Eua antes da eleição e pude acompanhar boa parte desse processo eleitoral que ganhou as manchetes de todo o mundo. Acompanhei o dia do voto ( exatamente ao Lado do candidato republicano Jonh McCain) , a festa da vitória de Barack Obama, o discurso de derrota de McCain , a comoção no país, os preparativos pro posse histórica. Naquele dia comecei a gravar duas da manhã, quando Washington já estava tomada pela população.Foram horas e horas de entrevistas, de registros que jamais vou esquecer.



Pois é galera.
Essa foi a nossa entrevista com Thaís Furlan.

Esperam que tenham gostado.
beeijoo's

 
 
19 June 2009 @ 11:39 pm

Para os jornalistas e futuros profissionais que acompanharam a notícia da "não obrigatoriedade do diploma" e para os que acreditam que vale a pena lutar contra isso:


"ATENÇÃOOO...

SEGUNDA-FEIRA DIA 22/06 IREMOS FAZER UM PROTESTO EM FRENTE AO HOTEL RENAISSENCE EM SÃO PAULO, TRAVESSA COM A AV. PAULISTA, AS 11H00AM, CONFORME INFORMAÇÕES DO SINDICATO O PRESIDENTE DO STF GILMAR MENDES QUE VOTOU CONTRA A OBRIGARIEDADE DO DIPLOMA ESTARÁ NO HOTEL PARA PARTICIPAR DE UMA REUNIÃO.

NÓS DEVEMOS ESTAR VESTIDOS DE PRETO, COM COLHER DE PAU NA MÃO E COM NARIZ DE PALHAÇO.

POR FAVOR, FAÇAM O MAIOR ESFORÇO PARA COMPARECER, PORQUE É O FUTURO DO JORNALISMO, COMO FOI FALADO NESTA VOTAÇÃO, A PESSOA NÃO PRECISA NEM TER GRAU DE INSTRUÇÃO PARA EXERCER A PROFISSÃO, QUALQUER ANALFABETO PODE SER JORNALISTA, ENTÃO, NÃO VAMOS NOS CALAR, DEVEMOS ARREGAÇAR AS MANGAS E MOSTRAR PARA O POVO BRASILEIRO COMO SE LUTA PELOS DIREITOS A COMEÇAR PELO NOSSO!

O ENCONTRO SERÁ NO METRÔ CONSOLAÇÃO AS 10H00AM,

SEGUIREMOS ATÉ O HOTEL RENAISSENCE QUE FICA NA RUA ALAMEDA SANTOS, 2233 – TRAVESSA DA AV. PAULISTA – PRÓXIMO AO PRÉDIO DA NEXTEL."

 
 
07 June 2009 @ 11:26 pm
É inegável que o surgimento da Internet modificou o modo como as pessoas se comunicavam e obtinham informações até então. Ela rompe, de fato, com os padrões que o jornal impresso, o rádio e a televisão estavam inseridos, e seu modo de transmitir a notícia – nunca antes havia sido possível que, além de se informarem, os receptores pudessem dialogar em um espaço de tempo tão curto. Permitindo que a informação circule de uma maneira mais ampla, rápida e ao alcance de todos com apenas um clique no mouse, dá uma nova dimensão a instantaneidade com que as notícias chegam à população.

Leia mais...Collapse )
 
 
30 May 2009 @ 01:44 pm



A pergunta que não quer calar na boca dos aspirantes a jornalista é: “Nessa era tão tecnológica o jornal impresso pode acabar?”. Não fiquemos afoitos em busca da resposta. Não sei se todos sabem, mas não somos privilegiados com essa dúvida, a sobrevivência dos impressos vem sendo questionada desde a expansão da Internet na década de 90.

Somos cercados pela fala de grandes especialistas que nos assombram com seus discursos futuristas, dizendo que a tecnologia digital irá dominar o futuro da informação e que o jornal que hoje conhecemos vai ‘evaporar’, principalmente por ter um custo de produção que seria insustentável.

Mas, (creio que...) assim como nós, outros jornalistas não acreditam no final da informação impressa. Representantes da Associação Mundial de Jornais, já se reuniram na África do Sul, para discutir tal assunto, e no final de tudo puderam garantir: essa mídia não vai acabar. O presidente da entidade, Gavin O´Reilly, afirmou que a internet apresenta uma ameaça maior para a televisão, o impresso não deve ‘esquentar a cabeça’... Pelo menos por enquanto (grifo meu).

Isso não quer dizer que os jornais não devam se preocupar nem um pouco com essa situação. Embora não estejam assim tão ameaçados à extinção, é de nosso conhecimento que a venda desses periódicos tem caído com o passar do tempo.

Num debate sobre o assunto, feito pela internet, uma das participantes da conversa, Suzana, diz o seguinte: “O jornal impresso deve investir cada vez mais em jornalistas especializados para que a informação tenha valor, e visualizar a Internet não como concorrente, e sim como uma plataforma que permite a mobilidade desta informação, para que o seu assinante receba esta informação no suporte que ele autorizar ou definir.”

Pronto.! No meu ponto de vista, ela conseguiu resumir o papel da internet, quando o assunto em questão é informação. Cada veículo tem um uma forma diferente de abordar as notícias, e cada um deles responde a um diferente público alvo.

Pode até ser que um dia a informação impressa, não venha mais a existir nesse formato tradicional, o qual conhecemos hoje, isso não quer dizer que ela vá desaparecer completamente do mundo da comunicação informacional.

E você? O que pensa sobre esse assunto? Deixe um comentário com a seu ponto de vista..

por Talita Lima.


Fonte:
http://www.jornaldedebates.com.br/debate/jornal-impresso-vai-acabar

 
 
26 May 2009 @ 04:20 pm

“Alegria, alegria” 
 

Era assim que o saudoso Wilson Simonal de Castro, mais conhecido como Simonal, encantava e levava ao delírio seus milhares de fãs. Não só aqui no Brasil como no mundo inteiro.

Está em cartaz em algumas salas de cinema um filme/documentário em sua homenagem, dirigido por Claudio Manoel (Casseta & Planeta), Micael Langer e Calvito Leal, chamado “Simonal – Ninguém Sabe O Duro Que Dei”. O documentário que conta a trajetória da vida de Simonal, em seus altos e baixos, mostrando declarações de seus filhos, amigos, colegas de trabalho, suas músicas incríveis e também quem, digamos, não estava tão do seu lado.

Como postado pela Folha Online dia 24 de março de 2008, “em 2002, quando começou a buscar patrocínio para um documentário sobre Wilson Simonal (1939-2000), o humorista Cláudio Manoel encontrou dois tipos de pessoas: as que não se interessavam, por desconhecer quem tinha sido Simonal, e as que diziam coisas como “não quero me meter nisso “,“para que mexer nessa história?"“.

Com certeza, as pessoas que supostamente “não queriam se meter nisso”, eram as que sabiam alguma coisa sobre as acusações que Simonal sofreu. Ele foi acusado de ter mandado dar uma surra em seu então contador por um tremendo desfalque em sua conta bancária e de, durante a ditadura militar, fazer parte, ser informante do Dops e do Serviço Nacional de Informações (SNI). Na época, o jornal “O Pasquim” também o acusou de ser “dedo-duro”.

O então contador também teve sua chance no documentário de mostrar a todos sua versão da história, confirmando o que há anos atrás contou para a polícia quando foi levado à delegacia, depois de ter sido sequestrado pelos “capangas” de Simonal.

Com tudo isso acontecendo, e principalmente devido à pressão da mídia sobre o caso, Simonal caiu no esquecimento a partir da década de 1980, mas antes de morrer, em 2000, de complicações hepáticas, devido ao seu alcoolismo, Simonal conseguiu na justiça um documento que comprova a sua não participação com qualquer grupo de repressão ou envolvimento com os militares naquela época.

Mostrando-se um documentário imparcial, por deixar explícitas todas as partes e não mostrar um lado favorável, com a nossa humilde experiência jornalística, podemos consideram um trabalho excelente. Um trabalho explicativo e que mostra com detalhes a carreira brilhante que uma vez Wilson Simonal de Castro foi capaz de percorrer.

Enfim, acho até que se Simona, como era conhecido pelos amigos mais íntimos, estivesse vivo, diria sobre essa história: “nem vem que não tem...”.

 



Fontes:
Foto: http://www.liberal.com.br/blogs/entrelinhas/2008_04_01_archive.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wilson_Simonal
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u385131.shtml
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=ssHV0eTCeTc

Barbara Crivelaro e Bianca Oliveira